Eu tive dois filhos no mesmo dia.
Caio e Davi nasceram com o mesmo problema no coração. Com um mês, os dois entraram na fila do SUS.
O Davi morreu com 118 dias. A cirurgia não chegou a tempo.
Hoje é o Caio que está no leito. O meu marido tenta me dar esperança, mas eu tenho medo de viver aquela perda outra vez.
Eu passo a noite contando as batidas.
O Caio tem cardiopatia congênita. Ver meu pequeninho cansado, até para chorar, me deixa sem chão.
À noite, fico com a mão no peito dele. Eu já senti um coração parar debaixo da minha mão.
Uma mãe aprende a carregar essa saudade. Mas eu não tenho força para aprender tudo de novo.
A gente trabalha. Vende. Tenta de tudo.
O pai dele é pedreiro durante o dia e trabalha na portaria à noite.
Eu sou manicure nas horas em que não estou no hospital. Vendemos o que tínhamos para vender.
Mesmo juntando tudo, ainda não conseguimos o necessário para a cirurgia particular. E continuar esperando é o que mais me assusta.
A sua ajuda é por essa cirurgia.
O que eu peço é uma chance de colocar o Caio numa mesa de cirurgia.
Cada contribuição nos ajuda a reunir o valor que ainda falta para operar o coração dele.
Eu quero voltar para casa com o meu filho no colo. Quero vê-lo crescer.
Se você puder, escolha um valor e ajude o Caio. Sua ajuda se junta ao esforço da nossa família.